A noite em que as lulas subiram — 83 m de fundo, capturas a 20 m
Sobre 83 metros de fundo, as lulas tinham subido para 20-30. Subindo a coluna de água poucos metros de cada vez, as respostas foram um preto que recorta a silhueta e uma descida lenta ajustada a uma corrente fraca.
Por que este vídeo
Segunda saída de omorig da época. Quinze minutos e vinte e seis segundos a testar na água duas novidades: a Black Edition do MonroEgi Yodaki Tune e o Mattari Tune de descida lenta. O fundo está a 83 metros. E, no entanto, nessa noite, as lulas não estavam no fundo.
A isca viva estava por volta dos 40 m e a primeira lula agarrou o egi na descida. Depois de passar a uma cor preta, ferra logo na primeira descida aos 70 m; quando as picadas param, sobe em degraus de 5 m e volta a engatar aos 45 m. No final da noite basta descer aos 30 m: a picada chega no instante em que o egi para. «Comecei por volta dos 70 e as capturas vieram por volta dos 20.» A profundidade produtiva não parou de subir ao longo do vídeo. A corrente, entretanto, «não corria grande coisa».
O que dá valor a este vídeo não são as boas lulas, mas o facto de uma previsão feita antes do primeiro lançamento ser depois verificada diante da câmara. Antes de montar o preto, a condição é dita em voz alta: «Não coladas ao fundo: quando as lulas sobem um pouco. Em 80 metros, acima dos 50 é que respondem.» Foi exatamente assim. Cor e velocidade de descida são duas alavancas distintas e, nessa noite, ambas apontaram na mesma direção.
Momentos-chave
Nossa análise
A condição para pescar de preto é posta em palavras ainda antes de o montar: «Não coladas ao fundo: quando as lulas sobem um pouco. Em 80 metros, acima dos 50 é que respondem.» Muda então para o Red Head Black e ferra logo na primeira descida aos 70 m — «até agora não estava a acontecer grande coisa», diz, visivelmente surpreendido. Mais tarde, um Mattari Tune Full Black é simplesmente descido aos 30 m: «Chego à profundidade, paro, digo vamos esperar um bocado — e estava lá.» Sem qualquer puxada. O preto deu também os melhores números e os melhores tamanhos da noite.
Num barco de pesca noturna a luz vem de cima, por isso as lulas que subiram veem o egi de baixo ou de lado. Nessa geometria, é provável que um contorno nítido pese mais do que o brilho. A própria expressão dele — «quando uma lula que está lá em cima olha para baixo» — pressupõe exatamente essa linha de visão. No fundo, onde há pouca luz ambiente, a vantagem passa para as cores fosforescentes. O preto não é simplesmente forte: é forte nas noites em que as lulas sobem.
Muitos guardam o preto para o fim, arrumando-o como cor «de pouco apelo». Aqui é usado ao contrário: como confirmação depois de a profundidade estar delimitada. Assim que se sabe que as lulas estão em cima, o preto passa a ser uma decisão que se pode tomar antes de pôr o egi na água.
Sobre o Mattari Tune, os números de projeto são ditos em voz alta. O Yodaki Tune 2.5 desce um metro em 4-5 segundos; o Mattari Tune leva 7-8. Para isso, «o chumbo é montado ao contrário», recuando o centro de gravidade para que o egi desça numa postura quase horizontal. Nessa noite a corrente «não corria grande coisa», e as lulas continuavam a agarrar um egi simplesmente parado e deixado afundar.
O problema que ele descreve é o que acontece quando a corrente corre mesmo: um egi de nariz para baixo apanha-a em cheio, deixa de afundar e acaba por ficar acima do chumbo. Uma descida horizontal oferece menos superfície à corrente e desce limpa. Numa noite fraca como esta há pouca corrente a contrariar, por isso é a própria lentidão que se torna o argumento: o egi fica simplesmente mais tempo à frente da lula. Conseguir picadas sem qualquer puxada lê-se melhor como tempo de permanência do que como apelo.
«Trocas a cor, e trocas também a velocidade»: cor e velocidade de descida são dois eixos independentes. Nessa noite apontaram na mesma direção — silhueta para lulas que tinham subido, descida lenta para uma corrente fraca. Quando duas condições se somam assim, acertar apenas numa dá meia resposta. A profundidade que sobe continuamente ao longo da noite mostra isso por ordem.
Dados de campo
- País
- Japão
- Período
- Noite
- Espécie
- Lula swordtip / Lula-voadora-japonesa
- Profundidade
- 83m
- Corrente
- Fraca («não corre grande coisa»)
- Isca
- MonroEgi Yodaki Tune Black Edition / MonroEgi Mattari Tune
- Tamanho
- Tamanho 2.5
- Cor
- Full Pink Glow Black / Red Head Black / Red GG Purple Black / Full Black / Orange Glow Red
- Técnica
- Omorig (pesca noturna de lulas)
Além do vídeo
O vídeo diz apenas «oito cores ao todo»; o catálogo enumera-as. GG Black, Red GG Purple Black, Gold GG Black, Green GG Black, Full Pink Glow Black, Red Head Black, Yellow Head Black e Red UV GG Black, nos tamanhos 2.5 e 3.0. As iniciais GG significam Galaxy Glow: um acabamento que brilha por pontos em vez de brilhar em todo o corpo. Aplicado sobre preto, permite que um mesmo egi tenha ao mesmo tempo silhueta e brilho.
Há mais uma coisa que só aparece no catálogo: esta série passa por um processo de pintura especial e exige por isso mais tempo de produção do que as outras cores. Manter o brilho vivo por baixo do preto paga-se em prazos.
O Mattari Tune existe apenas no tamanho 2.5, com 9 g contra os 10 g do Yodaki Tune. Como a olho nu é difícil distingui-los, o chumbo traz a marcação [Msize 2.5]. O chumbo usado no vídeo é um REVOLT omorig Drip Sinker tamanho 30; aos tamanhos 20 e 25 já existentes juntam-se agora o 30 e o 40.
Note-se que o vídeo foi filmado antes do lançamento — daí o «do final de junho a julho» de 2025 para as lojas. As oito cores da Black Edition, tanto em 2.5 como em 3.0, já estão em distribuição.
O papel da isca
MonroEgi Yodaki Tune (Black Edition)
Um egi concebido para a pesca noturna de lulas com omorig e ika-metal. O corpo de alta flutuabilidade em uretano expandido rígido salta na vertical com uma puxada leve, depois estabiliza e desce. A Black Edition acrescenta oito cores de base preta ao lado do Full Black, há muito o número um. Como a base fosforescente é aplicada primeiro e o preto vai por cima, o egi marca silhueta sem deixar de brilhar no escuro.
Durante toda a noite a profundidade produtiva ficou entre os 20 e os 70 metros em 83 metros de fundo. As lulas que subiram olham para o egi de baixo e, nessa posição, um contorno nítido chega provavelmente mais longe do que o brilho. Ferrar logo na primeira descida depois de passar ao Red Head Black — e o preto aguentar tanto em número como em tamanho — encaixa nessa condição.
MonroEgi Mattari Tune
O Yodaki Tune reafinado para afundar mais devagar: tamanho 2.5 com 9 g e uma descida de 1 m em 7-8 segundos contra os 4-5 do padrão. O centro de gravidade fica mais recuado, pelo que desce numa postura quase horizontal. Apesar do tamanho compacto, monta duas coroas de anzóis com a robustez habitualmente reservada a um egi tamanho 4, suficientes para lulas swordtip de grande porte.
A corrente estava fraca. Com pouca água a empurrar o egi, uma descida lenta converte-se diretamente em tempo passado à frente da lula. No vídeo, descer aos 30 m e simplesmente parar produz picadas sem qualquer puxada: menos o caso de uma descida rápida recusada do que a escolha deliberada de comprar tempo para ser visto.
Da oficina em Arita
Os egi usados neste vídeo são fabricados na unidade da KEYSTONE em Arita, prefeitura de Saga, Japão.
A Black Edition passa por uma etapa adicional: primeiro a base fosforescente, depois o preto por cima. Deixar pontos de luz em vez de cobrir tudo exige mais mãos do que uma cor padrão, e isso reflete-se no tempo de expedição. A isca descrita no vídeo como capaz de «marcar silhueta e ainda assim atraí-las com o brilho» é o resultado desse processo. Made in Arita.
Se o vídeo não abrir, assista no YouTube.